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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Por Onde Voas, Passarinho? Diário de Viagem





Há tempos venho protelando meu retorno à blogosfera. Porém, uma missão dada pela Calu por intermédio da Zizi, é missão cumprida!




Trata-se de hospedar temporariamente um visitante já ilustre: o querido VERDINHO! 🐦  Assim, após longo percurso de viagem,  com inúmeras escalas, o passarinho viajor que vai "alinhavando páginas" com as histórias por onde passa cruzou o Atlântico e chegou à Península Ibérica.



Logo foi empoleirando-se na estante para saber o motivo da Língua Portuguesa ser conhecida como o idioma de Camões!




Contou sobre como tem sido sua trajetória de visitas e encontros com diversas pessoas no Brasil.





Disse também que em sua jornada para a Europa, sobrevoando alguns lugares da América Latina,  resolveu pousar e conhecer um pouco da Cultura local.





Divertiu-se com a música alegre do altiplano boliviano, dançando com as Cholas e pedindo ao Ekeko sorte em seu trajeto.



 

Desviou sua rota para dar um salto à Ilha de Páscoa e conhecer os misteriosos Moais.


 



Disse ter conhecido, lá para as bandas da América Central, um povo muito simpático e colorido, descendentes dos Maias: os guatemaltecos!


Confessou ter grande vontade de um dia alçar um voo mais longo e rumar para terras asiáticas. Seria mesmo uma experiência fantástica! Já pensaram nisto?




Cá em casa fez logo amizade com as aves de estimação do Miguel, os Angry Birds...



... Que logo trataram de convidar outros amigos para, no domingo passado, fazerem um passeio e um piquenique no Parque Tejo.



Descansaram admirando  o curso do rio, trocaram experiências entre si sabedores da breve visita. 




De regresso à nossa casa, para recarregar as baterias, pousou num recanto de meditação.




Eis que era hora da agridoce despedida, com a esperança renovada de reconectar laços da blogosfera, através da sua breve passagem. 



Que logo saibamos de seu novo ciclo de alinhavos de histórias, agora deste lado do Atlântico!

Obrigada às queridas Zizi e Calu pela bela oportunidade em participar deste projeto.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Empadas e Estrelas Michelin

Foto de uma caixa azul clara da Empadaria do Chef José Avillez, Lisboa

Sim, falarei de empadas, inclusive. Não, não postarei receita de qualquer uma, por enquanto! Esta postagem é sobre um jovem, talentoso e empreendedor chef português, cuja breve passagem (2008 a 2011) pelo tradicional e tricentenário restaurante Tavares fez com que este ganhasse uma estrela Michelin, em 2010.

Falo de José Avillez, que em meio a crise econômica pela qual boa parte da Europa tem passado, arregaçou as mangas e hoje é reconhecido por estas paragens e além-mar, pelo seu domínio dos tachos (panelas) e sua cabeça para bons negócios! Logo após a sua saída do Tavares, desenvolveu serviços de cursos de gastronomia, fornecimento take-away e catering gourmet, além de integrar as cozinhas mais famosas do topo do ranking mundial.


Imagem feita de um televisor com o programa JA ao Lume da SIC Mulher, Portugal

A foto acima é do programa JA ao Lume (lume=fogo=chama), onde ele apresenta a culinária de maneira descontraída e descomplicada. Estava eu na cozinha assistindo para ver se eu me inspirava!

Avillez no momento, em Lisboa, tem cinco restaurantes: o Cantinho do Avillez, o Belcanto (este merecidamente recebeu uma estrela Michelin em 2012), o Café Lisboa, a Pizzaria Lisboa e o Mini-Bar Teatro que fica no Teatro São Luiz, em frente ao prédio onde, no primeiro andar, morou Fernando Pessoa.


Imagem de uma caixa take-away da Empadaria do Chef José Avillez, com duas empadas de galinha e um de porco preto

E cadê as empadas do título? Estão aqui, quentinhas e estaladiças (crocantes). A textura da massa delas por aqui são diferentes daquela massa farelenta que bem conhecemos no Brasil. Esta acima é uma das caixas que vez ou outra compramos na Empadaria do Chef, mais um empreedimento do Avillez, só que na linha fast-food e take-away com bom preço e sabores honestos. Na foto, as empadas fechadas são de galinha e a aberta é de porco preto. Esta última é normalmente acompanhada de um ovo frio que não pedimos.


Imagem da Empadaria do Chef  José Avillez, dos Armazéns do Chiado, Lisboa

Foram compradas na loja dos Armazéns do Chiado, mas há também empadaria no Centro Comercial da Praça de Touros do Campo Pequeno e no C.C. Colombo onde eu comi uma de cozido à portuguesa cujo sabor lembrava muito o prato. A de pato também é uma delícia!

Muita gente questiona que um chef do gabarito dele não deveria emprestar seu nome a um petisco que qualquer um pode fazer. Mas eu creio que isso é mais uma boa sacada comercial de um profissional que ama o que faz, faz com gosto e os resultados são visíveis.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Tradicional Versailles

Foto com detalhe do teto, candelabros e janelas em arco da Galeria dos Espelhos do Palácio de Versailles, França
Galerie des Glaces

Não. Não é sobre o Palácio de Versailles que eu vou falar hoje. Bem podia, mas não é! 


Foto do interior da Pastelaria Versailles de Lisboa, com foco voltado para o balcão e armários espelhados art nouveau

É sobre a Pastelaria, Restaurante e Casa de Chá Versailles, tradicional casa que oferece iguarias que mantém clientes cativos, turistas visitantes com água na boca e a todos deliciados com o ambiente (vitrine, espelhos, candelabros/candeeiro e pintura) todo trabalhado em art nouveau desde a entrada. A atmosfera lembra o Café Majestic do Porto e a Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro.



Imagem da sacola e caixa timbradas take-away da Pastelaria Versailles de Lisboa

Vez em quando, marido chega em casa com alguma coisa de lá para fazermos um lanche. Os croquetes de vitela são uma delícia, mas o que gosto bastante são os doces.




Imagem de doce da Pastelaria e Casa de Chá Versailles de Lisboa, servido num prato de sobremesa da linha Jazz da Spal

Este, que não lembro o nome, é um dos preferidos do maridico. Ele também gosta do Bábá au Rhum.



Foto de quindim com cereja ao marasquino da Pastelaria Versailles de Lisboa, servido num prato de sobremesa da linha Jazz da Spal

Este é o quindim "aditivado" do Versailles. Tem uma cereja ao marasquino ali no cantinho. Pois reparo na belezura? Você sabia que o nosso quindim de coco deriva, pela sua textura e grande quantidade de gemas, de uma receita portuguesa chamada toucinho do céu? Este último, no lugar do coco ralado é feito com amêndoas trituradas.

E ai? Babou?

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mimoso Jacarandá

Foto de um galho com flores em forma de trombeta do jacarandá-mimoso em Lisboa

Como este blog também é cultura (ah, má vá!?!?), senhoras e senhores, apresento a todos o Jacarandá-mimoso, cuja floração está terminando agora por aqui. A cor das flores da foto acima não faz jus a cor lilás que elas têm. Fiz a foto com telefone celular e contra luz.


Foto em detalhe de galhos com folhas e sementes do jacarandá-mimoso, Lisboa

Naturalmente encontrada na Argentina, Bolívia, Peru e sul do Brasil, esta árvore está em perigo e extinção em seu habitat. Suas sementes, vistas na foto acima em cascas arredondadas, achatadas e duras (usadas também para fazer bijuteria), foram trazidas do Brasil para Portugal e hoje enfeitam muitas ruas por aqui desde maio, como já mostrei em fotos da Alameda dos Jacarandás e do Largo do Carmo.


Imagem de arbustos em flor do jacarandá-mimoso, Lisboa

As árvores ficam assim carregadinhas de buquês destas flores resistindo bravamente à poluição da grande cidade.


Imagem do canteiro divisório da Rua Caribe, tendo ao fundo o Casino, Lisboa

Aqui elas enfeitam o canteiro que divide em duas mãos de direção uma rua lateral do Casino de Lisboa. Sua madeira também é usada na indústria moveleira.


Imagem de uma cabeça indígena feita em jacarandá-da-bahia

A madeira do jacarandá-mimoso tem um tom rosado diferente do nosso quase extinto jacarandá-da-bahia (também conhecida como caviúna) que é uma madeira mais escura, como se vê no artesanato da foto acima. Esta madeira tão resistente, desde a época da nossa colonização, está presente em portas palacianas de todo o mundo, arcas, altares, coros, sacristias,  móveis e painéis de carros de luxo.


Imagem das flores do jacarandá-mimoso, em forma de trombeta, caídas no chão de uma rua em Lisboa

E assim é como fica o chão pela manhã com as flores do jacarandá-mimoso, em forma de trombeta, caídas em torno das árvores.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Delícias Madeirenses

Imagem de adega de vinhos Madeira e taças para degustação
Fonte
Este não é um publieditorial.

Não, não é sobre o vinho Madeira que se falará nesta postagem, mas bem poderia... Nem dos famosos bordados e nem das deliciosas bananas produzidas naquele arquipélago português, mas bem poderia...

É assim... há sempre novos lugares da área de alimentação sendo inaugurados pela vizinhança. Num destes que já tínhamos visto, um tipo de barzinho de comidas e bebidas madeirenses, não vimos lá muitos clientes e pensamos que talvez o que ali fosse feito não tivesse uma razoável representação da boa culinária daquelas ilhas.

Imagem da porta de entrada do bar Bons Sabores da Madeira, Parque das Nações, Lisboa
Bons Sabores da Madeira

Semanas depois, passeando perto do local das esculturas de ferro que mostrei neste post aqui, passamos por lá novamente e decidimos dar uma chance à coisa. Em frente a este lugar, o Bons Sabores da Madeira (que é cercado de pizzaria e outros barzinhos), há uma esplanada com mesas e cadeiras. Porém, como ventava muito e haviam clientes fumantes (fumadores) neste local, decidimos entrar. Dentro a mobília é menos convidativa do que o que se apresentava do lado de fora, mas vá lá, estávamos com fome e mais ainda curiosos com o que ofereciam.

Pedimos duas ponchas de maracujá e dois pregos no bolo do caco no prato. Está bem, eu traduzo: poncha é uma bebida, com algum teor alcoólico e frutas, típica da Madeira. O prego (ou bitoque) é um bife que se come no pão. Agora o bolo do caco, que não é uma iguaria doce mas sim um pão, é uma delícia porém é como na música do Caymmi: "todo mundo gosta de acarajé,  o trabalho que dá para fazer que é..."

Imagem dos pregos no bolo do caco no prato e poncha de maracujá, do Os Bons Sabores da Madeira, Lisboa.

O rapaz que nos preparou o pedido (creio ser o proprietário) foi muito simpático e solícito. Enquanto os bifes fritavam, ele nos preparou as ponchas bem geladinhas que chegou até nós com uns tremoços apetitosos. Quando chegaram nossos pratos, vi logo que a primeira impressão sumiria como num passe de mágica!

O bolo do caco veio barrado (untado) com uma manteiga de alho e temperos verdes. A carne, macia. E as batatas fritas que nem contávamos com ela, deliciosamente salpicada de orégano.

Então, se alguém estiver perdido por Lisboa no verão que se aproxima, sabe que pode experimentar algo ligeiro e saboroso da Madeira, é só passar pela Rua Comandante Cousteau, Lt 4.04.01 A.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A arte urbana na reciclagem


Sei bem que sou, digamos, um tanto distraidinha. E igualmente sei que não é de uma hora para outra que surge um prédio a nossa frente. Ok... assim também parece que exagero no exemplo!

Mas está a pessoa caminhando pelas ruas e se depara, de repente, com os vidrões (contentores públicos, em forma de iglus, para reciclagem de garrafas e afins - exceto material de cristal) que eram verde-bandeira, agora todos vestidinhos de roupa nova! Repare bem ainda outra coisa: aqui no bairro (freguesia) onde moramos nem vidrões haviam. Mas pelo jeito a demanda de descarte deste material aumentou e por cá já surgiram todos bem apresentados.

Pois vejam como os coitadinhos eram:

Fonte da imagem original
Estavam desta maneira, tristinhos, muitas vezes maltratados e quase imperceptíveis na paisagem lisboeta. E isto tem mudado graças a uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa que lá pelo verão de 2011, com o projeto Reciclar O Olhar, vem espalhando mais beleza pelos 415 vidrões da cidade dando uma nova perspectiva aos contentores.


Através de concursos, cada freguesia contou com a colaboração de artistas plásticos, individualmente ou em grupos, para dar um olhar até mesmo irreverente a este objeto urbano.


Cada zona da cidade recebeu um tema a ser desenvolvido, contando com as suas particularidades inclusive históricas e com a colaboração da comunidade, dando a pintura em cada contentor uma identidade local.


Como já deu para perceber, o tema por aqui na vizinhança foi "Os Oceanos". Ainda não conheci todos os vidrões daqui e muito menos dos outros bairros, mas sei que esta intervenção é um sucesso até entre os turistas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Detalhes: BC de Fotos

Detalhe de um chafariz de um espelho d'água no Parque das Nações, Lisboa, Portugal



Para a BC de fotos desta semana, o tema sugerido pela Dani do blog Moça de Família são detalhes captados.

A foto acima mostra em detalhe, pequenas estatuetas de homenzinhos verdes instaladas num grande espelho d'água situado num jardim entre dois prédios aqui perto. As estatuetas têm todos os orifícios que nós humanos temos, e destes, neles, jorram água formando um chafariz com um som bem gostoso.


Foto de uma rosa cor-de-rosa do canteiro de uma casa em Ameal, Portugal
Esta rosa faz parte de um canteiro no jardim da casa da minha sogra.


Detalhe da cabeça da ave atobá fotografada no Orquidário Municipal de Santos
E este é um dos atobás que frequentam o Orquidário Municipal de Santos.


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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Ao Ar Livre: BC de Fotos


Na BC de Fotos desta semana a Dani, do blog Moça de Família, propôs o tema Ao Ar Livre. E inicio a postagem com a foto acima do verão passado com o meu filho, brincando com bolhas de sabão num jardim aqui por perto.


Outra atividade ao ar livre que testemunhamos durante o verão, são as corridas. Às vezes acontecem por aqui as de ciclismo também.


Uma das inúmeras atrações do Parque das Nações desde a Expo '98, são os vulcões d'água. Ficam ao longo da Alameda dos Oceanos, local de muitos passeios e de pausa para uma leitura nos muitos bancos que por ali há.




Durante as viagens, gostamos muito de visitar locais que a natureza nos apresenta, como o Cânion do Itaimbezinho, no Rio Grande do Sul. Local belíssimo.



Ao ar livre também por aqui tem a Feira do Livro, todos os anos nas calçadas do Parque Eduardo VII, em Lisboa.



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