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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Café é amor!

Banner de topo de postagem contendo desenhos de ícones de Coffee Shop, com a frase "Give me some coffee and no one gets hurt, baby!"
Fonte da Imagem Original: Freepik

Este não é um publieditorial.



Na segunda-feira, 1º de fevereiro, pela manhã fui “vampirizada”. Nada a ver com a saga escrita por Stephenie Meyer. Apenas colhi material para análises laboratoriais, mas né, eu tenho de fazer algum drama!

Foto da Esplanada em frente da Coffee Shop "Fábrica - Coffee Roasters", Lisboa

Quem me conhece sabe que eu não sou alguém antes de tomar pelo menos um gole de café. Há aqui alguns posts com referência ao “pretinho básico” das minhas manhãs. Citando dois deles: “Jacú tá bem?” (sim, trabalhamos com trocadilhos!) em que falo sobre um café gourmet que foi-nos oferecido por amigos, e um post para uma blogagem coletiva de fotos chamado “Café da Manhã” (Pequeno-Almoço).


Foto da parede da entrada da "Fábrica - Coffee Roasters", contendo pintura com figuras da planta café na parede e quadros de super heróis alusivos ao beber café

Marido que me acompanhava nos exames, quis levar-me num local que ele conheceu através de um artigo para a revista Fugas, de 23/01/2016 do Jornal “Público”, escrito por Miguel Esteves Cardoso: o Fábrica – Coffee Roasters, de Lisboa. Nele, Miguel escreve do ponto de vista de quem conhece grãos, torrefação e maquinário necessários para se extrair um café em perfeitas condições.


Foto do fac-simile da obra de Nuno Gonçalves, "Painéis de São Vicente" na parede "Fábrica - Coffee Roasters". Original exposto no Museu de Arte Antiga, Lisboa
Fac-símile da obra de Nuno Gonçalves, "Painéis de São Vicente". Original exposto no Museu de Arte Antiga, Lisboa

Aqui tentarei esboçar um pouco do que foi a minha experiência sensorial (oh, fancy!) neste conceito novo de um Café onde se torra e mói os próprios grãos ali mesmo, numa máquina modernérrima, para extrair-se um líquido fumegante e perfeito, trabalho este dos(as) baristas da casa.


Foto do fac-simile pendurado na parede da Coffee Shop, do quadro de J.M.W. Turner "O Aguerrido 'Temeraire' Rebocado Até o seu Útimo Pouso para Ser Desmanchado". Original exposto na The National Gallery, Londres
Fac-símile do quadro de J.M.W. Turner "O Aguerrido 'Temeraire' Rebocado Até o seu Útimo Pouso para Ser Desmanchado". Original exposto em The National Gallery, Londres

Só de saber que lá o ambiente ficaria perfumado com o aroma do grão transformado-se pó, fez-me lembrar que na minha infância na minha cidade, Santos – maior porto exportador de grãos de café da América Latina (woohoo!) –, quando eu e minha mãe comprávamos o dito direto do atacadista Floresta (era muito mais barato). Voltávamos para casa e no ônibus (autocarro) toooodos sabiam o que tínhamos comprado!


Foto com 6 quadros na parede da "Fábrica - Coffee Roasters" com imagens alusivas à cidade de Lisboa

Reminiscências à parte, meu marido foi entrando e foi recebido com um hi! (ele tem cara de francês/inglês) e eu logo a seguir já fui dizendo em português brasileiro bom dia! que foi respondido com um sorridente bom dia! com o mesmo sotaque. Era a Giovanna (bah! guria não sei se teu nome é com 2 enes, mas assim um faz companhia ao outro!), gaúcha estudante de Direito em Portugal e umas das funcionárias daquela manhã ensolarada de Lisboa.


Foto do balcão da "Fábrica - Coffee Roasters" com muffins, croissants, pastéis de nata e outros itens de pastelaria

Escolhemos um canto onde havia um sofá e uma cadeira com uma mesa redonda no meio. Fui absorvendo a atmosfera calorosa do lugar, a decoração, a luz, a música ambiente, os demais clientes que lá estavam tanto dentro quanto na esplanada a tomar um solzinho, enquanto escolhíamos o nosso pedido e bebíamos uma água aromatizada com laranjas e uma fruta silvestre que dava-lhe um tom avermelhado, de uma jarra que estava ali à disposição.


Foto do interior da loja Fábrica - Coffee Roasters, Lisboa

Após anotar nosso pedido, perguntei à Giovanna se eu poderia fazer algumas fotos do lugar. Com  a confirmação disto, saquei logo o smartphone e fui clicando algumas coisas enquanto esperávamos pelo nossos cafés. Rui pediu um capuccino e eu um café com grãos da Colômbia extraído pelo V60 (não, não falo do carro!) e um muffin de maçã.



Foto de uma das mesas redondas da Coffee Shop, com xícaras, açucareiro com açúcar mascavo, mini bule, copo e um prato de sobremesa com o que sobrou de um muffin

Me empolguei tanto com o conjunto da obra que nem fiz foto do que pedimos logo que nos foi servido. Precisamos voltar porque agora eu quero e preciso provar o sabor de outros países que lá eles têm. Não necessariamente em jejum para colher material para análises, no caso!


Foto do móvel expositor com pacotes de pó de café de várias origens (Kênia, Colômbia e Nigéria), à venda.

Na loja também vendem o pó de café embalado e também equipamento para o preparar. Assim você pode sentir-se um barista em sua própria casa e fazer aquele show para as suas visitas. Pense!


Foto da jarra para café do sistema Chemex cuja técnica

Chemex quem entende diz que, neste sistema, o café fica mais leve e não apresenta qualquer resíduo no fundo da xícara (adeus leitura na borra do café!).

Lá podem ser feitas também refeições leves acompanhadas de bebidas quentes ou frias que encontram no menu (na ementa) deles.


Foto da estrutura em ferro do cantor David Bowie de autoria o escultor Rui Miragaia, pendurada numa parede da loja de café Fábrica - Coffee Roasters

E numa das paredes ainda encontramos este trabalho lindo em ferro com o rosto de David Bowie, do escultor Rui Miragaia.


Foto de desenho de um casal bebendo café com uma frase informando que no Fábrica - Coffee Roasters de Lisboa não há wi-fi disponível

E se você acredita que vai chegar neste espaço já pedindo a senha do wi-fi, este lugar não te pertence. Nada contra aquela grande cadeia americana de café de fama mundial. Mas o Fábrica – Coffee Roasters, de Lisboa é um refúgio para descanço e convívio cuja (boa) desculpa é beber um delicioso café, de várias origens e formas de filtragem.


Foto de gravuras na parede com desenho de super heróis de quadrinhos (banda desenhada) que gostam de café: Homem-Aranha tomando uma transfusão de um café no Chemex, Mulher Maravilha com um copo de café take-away, Super Homem e Batman bebendo uma xícara de café, Wolverine transpassando com suas garras um copo take-away

Será que eles vendem estes quadros? Eu comprava e ainda dava ideia dessas imagens se transformarem em T-shirts! Red heart #entendedoresentenderão


Foto da face do cartão de visitas do Fábrica - Coffee Roasters, Lisboa, em preto, com um galo empoleirado num acessório de café espressoImagem do verso do cartão de visitas da Fábrica - Coffee Roaster, Lisboa, com endereço e telefone, e fundo com imagens de flores, frutos, folhas e grãos de café




Então para quem estiver em Lisboa ou planejar (planear) passear por cá, #ficadica de mais um lugar descolado e diferente para conhecer.

"Vida longa e próspera" ao Fábrica - Coffee Roasters de Lisboa!



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sim, eu sou santista!


Lema do brasão de Santos/SP: Pátria, Caridade e Liberdade.
Antigo Brasão de cidade de Santos. Gravura exposta na Pinacoteca Benedito Calixto.


Hoje, 26 de janeiro, minha cidade comemora 470 anos.  Então aqui fica minha homenagem, postando um pouco sobre como nos identificamos com a cidade e com os outros, e assim também de quem adotou Santos como sua.

Texto extraído desta página do Facebook Island with a palm tree


'Sim, eu sou santista. Eu chamo pãozinho de média1
Sim, eu sou santista. Só reconheço um endereço se souber em qual canal2 fica
Sim, eu sou santista. Chamo você de tu, sempre errando o verbo3
Sim, eu sou santista. Quando perguntam se sou paulista, respondo que sou santista4
Sim, eu sou santista. Acho graça de quem acha que o Gonzaga5 fica pertinho de Mongaguá
Sim, eu sou santista. Adoro pão de cará...que não é feito de cará6
Sim, eu sou santista. Sei, milimetricamente, onde termina Santos e começa São Vicente7
Sim, eu sou santista. Posso ir na praia sem sol e ficar em casa com sol8
Sim, eu sou santista. Não preciso ir a praia hoje. Ela estará lá no dia seguinte
Sim, eu sou santista. Já achei que o Blow Up9 era a melhor banda do Brasil
Sim, eu sou santista. Eu subo a serra10 só pra comer cebola no Outback
Sim, eu sou santista. Eu sei o que é tamboreú11
Sim, eu sou santista. Chamo a Glicério12 de linha da máquina
Sim, eu sou santista. Quando vou ao centro, digo que vou na "cidade"
Sim, eu sou santista. Finjo que a areia quente não me queima, só pra deixar claro que sou....santista13
Sim, eu sou santista. Sei a diferença entre Siri e carangueijo
Sim, eu sou santista. Não piso na grama do jardim da praia14
Sim, eu sou santista. Não importa se você vem de BH ou Brasília. Desceu a Serra no verão, você é "paulista"
Sim, eu sou santista. Eu não vivo numa cidade, eu tenho uma cidade para viver...' Red heart



Praça das Bandeiras (bairro Gonzaga), Pinacoteca Benedito Calixto (Boqueirão), vista da Fortaleza da Barra (calçada da Ponta da Praia), caramanchão da Ponta da Praia, trecho do jardim da praia de Santos e Fonte do Sapo (bairro Aparecida) - Santos/SP
Praça das Bandeiras, Pinacoteca Benedito Calixto, vista da Fortaleza da Barra, caramanchão da Ponta da Praia, trecho do jardim da praia de Santos e Fonte do Sapo.



Além destas características eu, como santista, acrescento mais algumas:
  • É saber que a Fonte de Itororó (aquela da cantiga de roda “Eu fui no Itororó beber água e não achei…”) é santista e fica no sopé do Monte Serrat.
  • É ir ao Almeida de madrugada, depois da balada, tomar caldo verde.
  • É se orgulhar de ter o maior jardim, em extensão, do mundo.
  • É ter uma foto montado na estatua do leão, deste mesmo jardim de praia. Eu! Eu! Eu!
  • É conhecer o nome dos animais do Aquário.
  • É achar que os prédios tortos da orla são atração turística.
  • É ter um time do coração, mas ter carinho especial pela Portuguesa Santista e pelo Jabaquara. Eu sou Jabuca desde criancinha!
  • É já ter brincado em volta da Fonte do Sapo.
  • É saber que o prato típico da cidade é a Meca Santista. O prato com filé de meca grelhado, camarões, risoto de palmito pupunha e farofa de banana com bacon foi criado pelo Chef e professor de gastronomia Rodrigo Anunciato, neto da saudosa Ofelia Anunciato.
Meca Santista_Prato Turístico
Meca Santista – Fonte da imagem

Verbete:
  1. Pão francês. Neste post aqui mencionei qual outro lugar no mundo também chamam média ao pão.
  2. Canais pluviais (antes era esgoto urbano) que escoam suas águas no mar, obra do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito, que já fazem parte paisagem urbana da cidade.
  3. Não erramos a conjugação verbal. Usamos “licença poética caiçara”!
  4. Nem paulistana. Nem carioca.
  5. Bairro do Gonzaga, uma das áreas nobres da cidade onde, em sua Praça da Independência, vira ponto de concentração de manifestações e comemorações.
  6. Mas já foi feito com cará!
  7. As duas cidades situam-se na mesma ilha, Ilha de São Vicente.
  8. Afinal de contas, moramos onde muitos só passam férias.
  9. Peça para tocar Bee Gees e feche os olhos.
  10. As escarpas da Serra do Mar (lembrei da aula de Geografia. Uia!). Eu e meus amigos subíamos para passar o dia no Playcenter.
  11. E vocês também podem saber o que é aqui.
  12. Avenida Gal. Francisco Glicério contém, além de ser um dos principais corredores para carros, linha férrea que todo santista chama de Linha da Máquina. Ela serve de referência de localização, assim como os canais. Atualmente a linha da máquina transformou-se em linha do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
  13. Tiramos onda e temos orgulho disso!
  14. Ao menos a minha geração aprendeu que não se pisa na gramaRed rose.

 Deck do Pescador (Ponta da Praia), Bolsa do Café (Centro), Tubarão-porco do Aquário (Ponta da Praia), Panteão dos Andradas (Centro), Bondinho Turístico da Praça das Bandeiras (Gonzaga) e Praia do Gonzaga - Santos/SP
Deck do Pescador, Bolsa do Café, Tubarão-porco do Aquário, Panteão dos Andradas, Bondinho Turístico da Praça das Bandeiras e Praia do Gonzaga.

Você já visitou Santos? E da “tua” cidade? O que mais gosta? Diz nos comentários, vá lá! Rolling on the floor laughing

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Empadas e Estrelas Michelin

Foto de uma caixa azul clara da Empadaria do Chef José Avillez, Lisboa

Sim, falarei de empadas, inclusive. Não, não postarei receita de qualquer uma, por enquanto! Esta postagem é sobre um jovem, talentoso e empreendedor chef português, cuja breve passagem (2008 a 2011) pelo tradicional e tricentenário restaurante Tavares fez com que este ganhasse uma estrela Michelin, em 2010.

Falo de José Avillez, que em meio a crise econômica pela qual boa parte da Europa tem passado, arregaçou as mangas e hoje é reconhecido por estas paragens e além-mar, pelo seu domínio dos tachos (panelas) e sua cabeça para bons negócios! Logo após a sua saída do Tavares, desenvolveu serviços de cursos de gastronomia, fornecimento take-away e catering gourmet, além de integrar as cozinhas mais famosas do topo do ranking mundial.


Imagem feita de um televisor com o programa JA ao Lume da SIC Mulher, Portugal

A foto acima é do programa JA ao Lume (lume=fogo=chama), onde ele apresenta a culinária de maneira descontraída e descomplicada. Estava eu na cozinha assistindo para ver se eu me inspirava!

Avillez no momento, em Lisboa, tem cinco restaurantes: o Cantinho do Avillez, o Belcanto (este merecidamente recebeu uma estrela Michelin em 2012), o Café Lisboa, a Pizzaria Lisboa e o Mini-Bar Teatro que fica no Teatro São Luiz, em frente ao prédio onde, no primeiro andar, morou Fernando Pessoa.


Imagem de uma caixa take-away da Empadaria do Chef José Avillez, com duas empadas de galinha e um de porco preto

E cadê as empadas do título? Estão aqui, quentinhas e estaladiças (crocantes). A textura da massa delas por aqui são diferentes daquela massa farelenta que bem conhecemos no Brasil. Esta acima é uma das caixas que vez ou outra compramos na Empadaria do Chef, mais um empreedimento do Avillez, só que na linha fast-food e take-away com bom preço e sabores honestos. Na foto, as empadas fechadas são de galinha e a aberta é de porco preto. Esta última é normalmente acompanhada de um ovo frio que não pedimos.


Imagem da Empadaria do Chef  José Avillez, dos Armazéns do Chiado, Lisboa

Foram compradas na loja dos Armazéns do Chiado, mas há também empadaria no Centro Comercial da Praça de Touros do Campo Pequeno e no C.C. Colombo onde eu comi uma de cozido à portuguesa cujo sabor lembrava muito o prato. A de pato também é uma delícia!

Muita gente questiona que um chef do gabarito dele não deveria emprestar seu nome a um petisco que qualquer um pode fazer. Mas eu creio que isso é mais uma boa sacada comercial de um profissional que ama o que faz, faz com gosto e os resultados são visíveis.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Tradicional Versailles

Foto com detalhe do teto, candelabros e janelas em arco da Galeria dos Espelhos do Palácio de Versailles, França
Galerie des Glaces

Não. Não é sobre o Palácio de Versailles que eu vou falar hoje. Bem podia, mas não é! 


Foto do interior da Pastelaria Versailles de Lisboa, com foco voltado para o balcão e armários espelhados art nouveau

É sobre a Pastelaria, Restaurante e Casa de Chá Versailles, tradicional casa que oferece iguarias que mantém clientes cativos, turistas visitantes com água na boca e a todos deliciados com o ambiente (vitrine, espelhos, candelabros/candeeiro e pintura) todo trabalhado em art nouveau desde a entrada. A atmosfera lembra o Café Majestic do Porto e a Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro.



Imagem da sacola e caixa timbradas take-away da Pastelaria Versailles de Lisboa

Vez em quando, marido chega em casa com alguma coisa de lá para fazermos um lanche. Os croquetes de vitela são uma delícia, mas o que gosto bastante são os doces.




Imagem de doce da Pastelaria e Casa de Chá Versailles de Lisboa, servido num prato de sobremesa da linha Jazz da Spal

Este, que não lembro o nome, é um dos preferidos do maridico. Ele também gosta do Bábá au Rhum.



Foto de quindim com cereja ao marasquino da Pastelaria Versailles de Lisboa, servido num prato de sobremesa da linha Jazz da Spal

Este é o quindim "aditivado" do Versailles. Tem uma cereja ao marasquino ali no cantinho. Pois reparo na belezura? Você sabia que o nosso quindim de coco deriva, pela sua textura e grande quantidade de gemas, de uma receita portuguesa chamada toucinho do céu? Este último, no lugar do coco ralado é feito com amêndoas trituradas.

E ai? Babou?

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Delícias Madeirenses

Imagem de adega de vinhos Madeira e taças para degustação
Fonte
Este não é um publieditorial.

Não, não é sobre o vinho Madeira que se falará nesta postagem, mas bem poderia... Nem dos famosos bordados e nem das deliciosas bananas produzidas naquele arquipélago português, mas bem poderia...

É assim... há sempre novos lugares da área de alimentação sendo inaugurados pela vizinhança. Num destes que já tínhamos visto, um tipo de barzinho de comidas e bebidas madeirenses, não vimos lá muitos clientes e pensamos que talvez o que ali fosse feito não tivesse uma razoável representação da boa culinária daquelas ilhas.

Imagem da porta de entrada do bar Bons Sabores da Madeira, Parque das Nações, Lisboa
Bons Sabores da Madeira

Semanas depois, passeando perto do local das esculturas de ferro que mostrei neste post aqui, passamos por lá novamente e decidimos dar uma chance à coisa. Em frente a este lugar, o Bons Sabores da Madeira (que é cercado de pizzaria e outros barzinhos), há uma esplanada com mesas e cadeiras. Porém, como ventava muito e haviam clientes fumantes (fumadores) neste local, decidimos entrar. Dentro a mobília é menos convidativa do que o que se apresentava do lado de fora, mas vá lá, estávamos com fome e mais ainda curiosos com o que ofereciam.

Pedimos duas ponchas de maracujá e dois pregos no bolo do caco no prato. Está bem, eu traduzo: poncha é uma bebida, com algum teor alcoólico e frutas, típica da Madeira. O prego (ou bitoque) é um bife que se come no pão. Agora o bolo do caco, que não é uma iguaria doce mas sim um pão, é uma delícia porém é como na música do Caymmi: "todo mundo gosta de acarajé,  o trabalho que dá para fazer que é..."

Imagem dos pregos no bolo do caco no prato e poncha de maracujá, do Os Bons Sabores da Madeira, Lisboa.

O rapaz que nos preparou o pedido (creio ser o proprietário) foi muito simpático e solícito. Enquanto os bifes fritavam, ele nos preparou as ponchas bem geladinhas que chegou até nós com uns tremoços apetitosos. Quando chegaram nossos pratos, vi logo que a primeira impressão sumiria como num passe de mágica!

O bolo do caco veio barrado (untado) com uma manteiga de alho e temperos verdes. A carne, macia. E as batatas fritas que nem contávamos com ela, deliciosamente salpicada de orégano.

Então, se alguém estiver perdido por Lisboa no verão que se aproxima, sabe que pode experimentar algo ligeiro e saboroso da Madeira, é só passar pela Rua Comandante Cousteau, Lt 4.04.01 A.

terça-feira, 4 de março de 2014

Começa com “C”: BC de Fotos

Imagens de crianças fantasiadas para o Carnaval/2014
“C” de Carnaval

E nesta terça feira de Carnaval na BC de Fotos, promovida pelo blog Moça de Família, coisas que comecem pela letra “C” estão desfilando hoje.

Por aqui há desfiles inclusive de agremiações, influenciadas pelos desfiles de carnaval das escolas de samba brasileiras. Muito famosos são os desfiles de Torres Vedras cujos carros alegóricos fazem sátiras políticas. Mas desde o ano passado, em meio a crise econômica, o governo português retirou vários feriados, dentre eles o de hoje. Assim, é dia normal onde quem mais aproveita são as crianças que andam para todo lado fantasiadas, como pode se ver na foto acima: palhacinho, Peter Pan, pirata, trajes típicos portugueses, fadas e princesas.


Imagem de brinquedos: um cão sobre uma torre de Legos, um crocodilo e um molho de chaves
C” Criança
Ainda na vibe infantil, fotografei o Cão, o Crocodilo e as Chaves da criança cá de casa.


Imagem de rolhas de vinho e de espumante feitas com cortiça
“C” de Cortiça
 Você sabia que a árvore de onde se extrai a cortiça chama-se sobreiro?


Imagem de um candeeiro de teto (tecto) ou lustre aceso, da Loja Antarte
C” do Candeeiro de Teto (vulgo lustre)


Imagem de vários tipos de colheres de pau
C” de Colheres


Imagem de uma travessa com o típico Bacalhau com Todos e suas Guarnições
C” de Comida
Vai um Bacalhau com Todos aí?


Fotos de vários tipos de caixas
C” de Caixas

Algumas da caixas que tenho e coleciono: das orações, de remédio, das lembranças de viagens, e uma em especial que ganhei de pessoas queridas com quem trabalhei. Chamo de  a caixa do bem querer com bilhetinhos de colegas e amigos, muitos estão nas fotos da découpage, que tiraram uns minutos para escrever coisas boas para mim para quando eu já estivesse morando aqui.


Para ver as demais participações com C” de confeti, basta clicar (também com C”) no banner abaixo.
Letra_C

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Doces: BC de Fotos

Imagem relógio de parede em formato de prato com decoração de cupcakes no luar dos números
Fonte


O tema desta semana da BC de Fotos promovida pelo blog Moça de Família são os doces. Hoje vou apresentar um famoso exemplo da doçaria conventual que está relacionado a Portugal como o brigadeiro está para o Brasil: o tradicional pastel de nata da Fábrica de Belém, em Lisboa.


E quando se diz pastel em Portugal não é aquele que conhecemos no Brasil, o típico de feira (amo!), iguaria popularizada pelos imigrantes japoneses que chegaram em Santos e que depois tornou-se popular por todo o país. Falo da pastelaria que “…é a arte de preparar ou decorar doces e sobremesas como bolos, tortas, biscoitos etc, ou o lugar que os vendem… Ou seja, não tem nada a ver com a nossa pastelaria, que vende aquela massa salgada recheada com carne moída, queijo ou vento…” Assim, penso que seria o nosso conceito brasileiro de confeitaria, por assim dizer.

Imagem de duas fotos em mosaico dos Pastéis de Belém de Lisboa

O que torna este doce assim tão especial para eu postar sobre ele? Aaah… os sabores, a textura, o aroma. Olha, é o conjunto da obra que o faz especial, além da tradição e o tal segredo do fabrico dele pela centenária pastelaria vizinha do Mosteiro dos Jerônimos. E não é à toa que este em particular tem patente registrada e somente ele pode ser chamado de pastel de Belém, os outros são “apenas” pastel de nata. Há até uma sala chamada de “Oficina do Segredo” que para além de esconder bem todo o mistério dos ingredientes principais do creme, serve para também atiçar a lenda do doce. Ótima estratégia de marketing!


Sua base de massa folhada é crocante (estaladiça) e abriga um creme com a dose certa de açúcar e que chega até nós fumegando com uma casquinha caramelizada. É servido com saquetas de açúcar de confeiteiro e canela em pó. Eu sempre polvilho com os dois!


Pode ser a época do ano que for, faça sol de rachar mamona ou chuva torrencial, a Fábrica de Belém está sempre com seu espaço repleto de clientes portugueses e sobretudo de turistas para a degustação deste doce artesanal.


Para saborear os demais doces desta blogagem coletiva, basta clicar no banner abaixo.

doces

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Jacu tá bem?

Imagem com bandeja com xícaras com café e uma lata de Jacu Bird Coffee

Este não é um publieditorial.

Calma que eu explico! A latinha da foto acima é de um café orgânico brasileiro caro pra dedéu que ganhamos de uma amiga nossa. Ela e o marido fizeram um passeio pela região de Amparo, São Paulo, e visitaram o distribuidor desta bebida.

Tá, e daí que ele é caro? O que o jacu tem com a história, afinal? Jacu é o quê? É de comer?
É assim… o jacu (do tupi yaku) é uma ave nativa da Mata Atlântica. Segundo o Dicionário Informal:

Substantivo masculino. 1. Ave galiforme da família dos cracídeos, gênero Penelope, arborícolas, que possuem garganta nua com barbela vivamente colorida, especialmente nos machos durante o período reprodutivo; alimentam-se de frutas, folhas e brotos. 2. Derivação por extensão de sentido: por causa da sua aparência desajeitada e seu comportamento que parece desnorteado, o nome da ave passou a designar pessoa desajeitada, feia, acanhada; é também sinônimo de caipira, jeca.

Dizem que sua presença é indício de boa saúde ambiental do local em que ela habita. E há uma fazenda de cultivo de café nesta região que tem uma estranha “parceria” com esta ave, onde até um tempinho atrás o jacu era considerado uma praga agrícola por consumir uma enorme quantidade de grãos de café diariamente. A ave, espertinha que é, come os melhores frutos e por ali, perto dos pés de café, ela elimina os grãos. Não, senhoras e senhores, o jacu não vomita as sementes. Ele as defeca mesmo! Após este servicinho realizado pelos jacus, a colheita dos grãos é realizada manualmente, e logo são higienizados ficando guardados (descansando dizem!) para posterior torrefação e moagem para consumo.


Este método é semelhante e inspirado no de um  animal (civeta) do sudeste asiático que dá nome ao famoso e estratosfericamente caro, raro e exótico Kopi Luwak, mostrado no filme “Antes de Partir”, estrelados por Jack Nicholson e Morgan Freeman.

Não sou provadora profissional de café, apenas gosto de café. Me alegra a alma o aroma desta bebida acabada de ser feita, fumegante na xícara aguardando por ser sorvida. Deste que ganhamos gostei do sabor e principalmente do aroma que é diferente, não sei se é da fermentação dos grãos no bucho do bicho, ou se é da própria qualidade original da planta.

De verdade não há nada que diminua também a minha preferência pelo bom e velho café Seleto. Ou mesmo bater perna no Gonzaga (Santos) e depois ir tomar um cafezinho no Floresta. Este último, há anos numa fila de loja aqui em Lisboa, encontrei um turistas brasileiros de um destes navios de cruzeiro que tinha passado por Santos e falaram da tal paradinha para o cafezinho neste local.

Por falar em cruzeiros, quem for embarcar na minha cidade e gostar de café, uma excelente dica é visitar a Bolsa Oficial do Café de Santos (Museu do Café). Prédio lindo e recuperado, abriga painéis de Benedito Calixto e seu teto ostenta uma clarabóia de vitral maravilhosa. Logo perto da entrada há uma cafeteria onde podem ser provados inúmeros tipos de cafés confeccionados de diferentes formas. Um bom divertimento localizado no centro de Santos.

BolsaCafe_Stos